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sexta-feira

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A hora e a vez da moda brasileira na França



Alguns analistas de comércio exterior acham que é difícil vender continuamente para a França produtos de moda praia fashion e/ou tradicionais fabricados no Brasil. Afinal, ela se destaca por ser e ter uma indústria de criação de moda. Apesar de ser uma potência nesse setor, no segmento de moda praia, a França se posicionou como o terceiro maior país importador do mundo de maiôs e biquínis segundo os dados do PC/TAS, respondendo por 6,65% do mercado mundial em 2002. Vale destacar que 75% das importações desses bens são provenientes da União Européia, sendo que a Itália (14,9%) e a Alemanha (14,3%) são respectivamente o primeiro e o terceiro maior fornecedor. Há ainda 15 países em desenvolvimento que fornecem regularmente moda praia, respondendo por quase 24% do mercado importador francês. A Tunísia deteve, em 2002, uma participação de 14,4% - a segunda maior -, seguida pela China (3,1%), Marrocos (2,1%), e Turquia (1,1%).

Lembremos ainda que, em 2002, as exportações brasileiras – inclusive as fluminenses - de moda praia para a França somaram US$ 5 mil e, no período de janeiro a dezembro de 2004, o país embarcou cerca de US$ 380 mil. Dado que as importações médias anuais francesas de maiôs e biquínis são de cerca de US$ 58 milhões, quando os produtores de moda praia do Brasil poderão se tornar fornecedores constantes e tradicionais para o mercado francês?

A resposta é simples: agora pode ser à hora e a vez da moda praia brasileira, desde que se estabeleça uma sinergia entre as ações de promoção e de penetração nos canais de distribuição com o fato de que 2005 é o ano cultural do Brasil na França. Sem dúvida, é muito positiva para os negócios a associação entre a cultura – numa sociedade que se caracteriza pela clareza do “penso, logo existo” – e a apresentação e venda de produtos como biquínis e maiôs que estejam desenhados com traços e signos da iconografia local e de brasilidade.

Para que isso se transforme em realidade é preciso que as ações de prospecção e promoção comercial e as culturais sejam feitas mediante uma parceria de força entre o setor privado e o governo. Nesse sentido, com vistas a estabelecer, na França, a sinergia entre cultura e negócios, os pequenos e grandes empresários brasileiros de moda praia estão sendo levados a apresentar os seus produtos em tradicionais lojas de departamento francesas que, com certeza, resultará em negócios de exportação.

Mas isso só não basta, precisamos ser mais ousados, e para o sermos precisamos – setor privado e governo – de uma política comercial estratégica de curta duração – não mais que um ou dois anos – focada na França para o setor de moda praia brasileiro. Isso é passível de ser economicamente justificado porque a França, em moda praia, exporta e importa o mesmo tipo de produto de uma mesma indústria.

Em bom economês significa que há um comércio intra-indústria na moda praia francesa. O que é isso? Segundo a boa e convencional teoria econômica quando há comércio em duas vias da mesma mercadoria e em grande volume este decorre, principalmente, das diferenças entre os gostos dos consumidores franceses dos internacionais. Logo, o que precisamos fazer do ponto de vista econômico é corrigir uma falha de informação de mercado, mediante ações que disseminem notícias e informações sobre a moda praia brasileira junto aos compradores das cadeias de varejo da França, e junto ao consumidor francês.

Vale lembrar que isso é defensável junto à OMC, e também junto aos economistas ortodoxos que têm horror a uma política comercial estratégica. Como estamos solicitando apoio a uma atividade que têm nítidas vantagens comparativas, as medidas a serem adotadas com vistas a reduzir a assimetria de informações derivam do fato de que apesar de viver numa atmosfera em que se respira e se venera o glamour da moda, da alta costura e do prêt a porter, a consumidora média francesa de moda praia tende para o tradicional e não gasta muito com estes produtos. Ela compra um novo biquíni, em média, a cada três anos. Por sua vez, as adolescentes compram um biquíni por ano. A consumidora média francesa de moda praia prefere tecidos de cores naturais ou de tons pastéis, estampas de listras irregulares, de flores, e misturas de listras com flores. Adicionalmente, ela gosta ainda de um toque de exotismo e originalidade nos seus biquínis. Isso explica a tendência de cores fortes apresentarem sucesso no mercado francês de biquínis.

As vendas de biquínis representam 45% do mercado de moda praia, sendo os 55% restantes compostos por maiôs. Estes majoritariamente têm cores firmes, mas pouco a pouco os tecidos com estampas leves e em tons pastéis estão abrindo espaço nesse segmento. É bom lembrar que o verão europeu é curto, e, nesse período quase toda mulher francesa, que trabalha nos grandes centros, sai de férias. Aparentemente, as que vão para o campo demandam maiôs, ao passo que aquelas que passam férias na praia já têm o hábito de usar biquínis. Dado o exíguo tempo que o sol brilha na Europa, as vendas de moda praia se concentram no período de junho a julho. Isso faz com que as lojas coloquem os seus pedidos junto a seus fornecedores entre janeiro e fevereiro para que as mercadorias cheguem às prateleiras antes do início do verão, normalmente em maio.

A consumidora francesa tem seis opções para fazer suas compras de maiôs e biquínis: lojas de produtos esportivos; pequenos varejistas; compra por intermédio de catálogos especializados; hipermercados; lojas de departamentos; e lojas de outlet/desconto. As lojas de produtos esportivos e hipermercados respondem por 56% das vendas de biquínis em termos de volume, mas somente por 52% em termos de valor. Digno de nota é que os pequenos varejistas especializados em produtos com preço e qualidade têm aumentado suas participações nesse mercado (em termos de valor).

O preço médio de um biquíni vendido à consumidora na França é ao redor de Є$ 29.00, enquanto o preço médio do maiô é Є$ 32.00. Apesar de o preço final ser bastante elevado em relação ao praticado aqui no Brasil, se deve lembrar que o importador francês – antes de colocar a sua margem de mark up - paga um VAT (Value-Added-Tax) de 19,6% e direitos alfandegários de 14%. É bem verdade que o custo total das importações de biquínis e maiôs pode ser reduzido pelo fato de que estes produtos podem ser beneficiados com redução para zero da alíquota do direito alfandegário enquanto estivermos sob o Sistema Geral de Preferências (SGP). Neste caso quase sempre haverá a necessidade de se apresentar o certificado FORM A e/ou de origem às autoridades alfandegárias da UE.

Além desse benefício, o produtor brasileiro deve sempre lembrar que é obrigatório descrever nas etiquetas a composição do tecido dos maiôs e biquínis. Por sua vez, não são obrigatórias de serem expostas nas etiquetas informações sobre os cuidados com o produto, tamanho, origem e modo de lavar. Mas, se a etiqueta contiver essas informações elas devem estar na língua francesa. Também não é obrigatório descrever na etiqueta o país de origem/produção da mercadoria. O produtor nacional pode até usar símbolos nas etiquetas, mas somente depois de ter obtido autorização do Comite Francais de l’Etiquetage Pour l’Entretien des Textiles – COFRET.

De posse dessas informações, e com material promocional apropriado os empresários do setor devem solicitar o apoio, por exemplo, da embaixada brasileira para que esta os ajude a conduzir e a direcionar os empresários nacionais para a conquista definitiva do mercado de moda praia da França. Com apoio do Secom desta embaixada pode ser que este viabilize com sua habitual competência encontros de negócios para os empresários de moda praia, viabilizando que os mesmos sejam recebidos, de um lado, pelos compradores especializados da Galleries Lafayttes, da Printemps, do Au bon Marché, do Bazar de L´Hotel de Ville (BHV), da Samaritaine, da La Redoute, da Les trois Suisses, da Blanche Porte, e da Camif, e, de outro lado, por agentes comerciais franceses especializados em vender para as pequenas lojas especializadas de varejo e para as lojas de roupas de material esportivo.

Isso atenderá às expectativas dos grandes e pequenos empresários brasileiros porque resultará em vendas e exportações. Mas, em função da abertura dada pelos grandes compradores franceses, está na hora dos grandes empresários brasileiros de moda praia negociarem a instalação de um corner especifico em uma (ou algumas) cadeias de varejo para expor a moda praia sempre em junho e julho de cada ano, época das vendas efetivas. Esta atividade não seria muito custosa já que coincidiria com o melhor período de vendas, e para os grandes compradores isto seria uma atividade a mais para atrair a atenção do consumidor francês antes deste sair de férias.

Uma outra atividade da parceria entre o setor privado e o governo a ser desenvolvida na França seria realizar, de preferência em algum hotel parisiense uma exposição de moda praia mostrando a evolução do design e dos tecidos de nossos maiôs e biquínis, e sua influência no hábito de vestir nacional. Nesta ocasião deveria ser feita simultaneamente uma apresentação/desfile de moda praia reunindo as renomadas grifes fluminenses como Lenny, Blue Man, Bum Bum Ipanema, e Rygy, e alguns promissores estilistas para o público jovem francês. Neste caso, o objetivo é muito simples: vários compradores internacionais oriundos da Europa que vieram nas últimas edições do FASHION BUSINESS, no Rio de Janeiro, demonstraram interesse em montar franquias de algumas dessas grifes. Isso é algo surpreendente, e esse é o momento para incentivar a internacionalização das grandes griffes fluminenses de moda praia.

Além disso, no período em que na França o verão estiver à pino os empresários do setor de moda praia deveriam promover em lugares estratégicos da Coté D’azur e da Bretagne, festas com temas brasileiros, onde haveria, além de muita música, farta distribuição de sucos de frutas tropicais, água de coco, e obviamente a nossa caipirinha. Esses eventos deveriam ser denominados de: noites brasileiras na Coté D’azur e na Bretagne.

Essa é a melhor apresentação de um produto para um grupo de opinião, que viabilizaria a entrada não só da moda praia, como de vários outros produtos brasileiros, realçando a nossa cultura do esporte e lazer. Essas ações não são tão caras, e esses custos podem ser perfeitamente repartidos entre o setor privado e a APEX. A bem da verdade, os empresários brasileiros deveriam ter como meta no mercado francês de moda praia, na França, deter uma participação próxima da Tunísia, o que corresponderia a uma injeção de cerca de U$ 6 milhões de dólares anuais neste setor.

Lembremos ainda que as grandes maisons francesas estão abrindo espaço para ingleses como Galiano e Lucia Mcartney. Como em moda praia não temos nada a dever em estilo, esta é a hora e a vez para se conquistar o mercado francês de moda praia. Mas, essa conquista depende de uma aliança de força entre as lideranças empresariais e as instituições governamentais que como dizia o poeta “saiba(m) fazer a hora, não esperando acontecer”.

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